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Irmãos da Solidariedade tem verba reduzida em 25%

perfil da casaAssociação Irmãos da Solidariedade sofre corte de 25% na verba que a prefeitura de Campos dos Goytacazes repassa para a instituição, e a presidente Fátima Castro esta apreensiva com o futuro da entidade que é pioneira no acolhimento aos pacientes HIV/Aids.

Fátima conta que fará de tudo para não faltar nada aos residentes, e que a alimentação é prioridade, assim como o atendimento digno. A presidente esclarece que se a situação não mudar poderá haver corte de pessoal de apoio, e lamenta. Segundo ela, são pessoas que conhecem a rotina dos pacientes:

“Quem trabalha na instituição sabe que a maioria dos nossos pacientes perderam o vinculo familiar e viviam em abrigos ou nas ruas. Geralmente, não escolaridade, e muitos deles são dependentes químicos. E para lidar com pessoas desestruturadas emocionalmente e socialmente exige-se do profissional amor, respeito e atenção.  Os pacientes chegam aqui sem vinculo familiar e acabam tendo como referência quem trabalha na instituição, e  isso acontece pela empatia entre eles”.

Para Fátima o que minimiza o período sombrio em que a instituição atravessa é o apoio recebido pelos amigos conquistados nestes 27 anos de serviços prestados aos soropositivos e destaca:

“Sei que posso contar com o apoio da comunidade e dos segmentos sociais. Tenho recebido o carinho e a atenção de todos, principalmente do Promotor de Justiça Dr. Leandro Manhães que tem sido incansável em colaborar com a instituição”.

De acordo com Fátima o Dr. Leandro Manhães e seus amigos têm sido o suporte que a faz caminhar, e que o promotor é seu Anjo da Guarda, e ressalta:

“Acredito que quando Dr. Leandro esteve aqui pela primeira vez e viu a estrutura física, o carinho, o respeito e a dignidade dispensada aos nossos pacientes ele teve outra visão de um mundo, onde mesmo se tratando de uma doença incurável, as pessoas são felizes porque são amadas e respeitas em seus direitos”.

Emocionada a presidente fala do seu amor e seu comprometimento com as pessoas que moram na instituição e diz:

“Trabalho com vidas, e isso não tem preço. Movo céu e terra para dar continuidade às ações que amenizam a dor e fazem renascer os sonhos no coração das pessoas desta casa. Para mim, dignidade começa no abraço e no olhar, e estes gestos são capazes de identificar a carência afetiva, o abandono social e o desrespeito à vida humana, devolvendo ao paciente a certeza de que eles não estão sozinhos nesta vida”, finaliza.